Henri Cartier-Bresson no MoMA

Fotografia de Cartier-Bresson - Hyènes, França (1932)

Com a ajuda da internet, passear pelas imagens de Henri Cartier-Bresson pode se tornar um prazer cotidiano, circundado por informações e permeado pela tênue luminosidade da tela.

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A domesticação do olhar

O que quer que seja, só aprendemos a olhar com outros olhos na medida em que desaprendemos: nos desfazemos de parte de nossa bagagem, nos entregamos ao que acontece, imprevisível, quando olhos diferentes dos nossos se voltam para a mesma coisa que nós, o mesmo mundo, nós mesmos – uma aparência qualquer, em suma – e nós tentamos participar da diferença desses olhos que não nos pertencem e que não conseguimos simplesmente domesticar.

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Henri Cartier-Bresson: o momento decisivo

Fotografia de Henri Cartier-Bresson

Há mais ou menos uma semana, o Carlos Henrique postou no 5500k.org um vídeo em que Henri Cartier-Bresson comenta sua trajetória e sua obra fotográfica. É uma pequena pérola para quem quiser conhecer um pouco mais o que pensa um dos mais importantes fotógrafos do século XX. Além disso, as imagens que se pode ver no vídeo são uma bela amostra da obra de Cartier-Bresson.

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1001 filmes: 3. O nascimento de uma nação

Pele branca, máscaras negras

Se “O nascimento de uma nação” permanece atual não é apenas pela herança estética que, ainda hoje, no cinema de Hollywood e em suas derivações, se pode associar ao nome de Griffith, como um momento originário. É também por sua herança política, relacionada sobretudo à persistência da raça como uma categoria social crucial na construção dos Estados Unidos da América como nação e como império, que o filme deve ser revisto. Contra as interpretações que despolitizam seus sentidos e separam a estética e a ideologia, a técnica e o simbólico, esboço alguns traços de uma leitura des(cons)trutiva desse filme que projeta sua luz sobre toda a história do cinema desde 1915, quando marca a emergência do chamado cinema narrativo clássico.

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Uma nota sobre Supernatural

Supernatural - O anjo Castiel

Gostaria de apontar um problema que é, a meu ver, central para qualquer compreensão de Supernatural. Trata-se da forma de articulação entre o universo simbólico global no qual se desenrola a linha geral da narrativa, no decorrer das várias temporadas, e os universos simbólicos locais acionados em alguns dos episódios. Se na linha geral a série movimenta elementos familiares do Ocidente cristão, encaminhando-se na direção do apocalipse através de um caminho que envolve demônios e anjos, céu e inferno, Lúcifer e Deus (embora este permaneça ausente, ou no mínimo inacessível aos personagens, até o momento atual), em vários episódios são elementos exóticos, oriundos de contextos culturais não-ocidentais (como a Índia ou o Japão) e/ou não-cristãs (como as tradições religiosas afro-americanas ou a mitologia grega).

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1001 filmes: 2. O Grande Roubo do Trem

Plano do bandido atirando na direção do espectador

Embora hoje nós tendamos a associar a experiência do cinema à construção de uma história, em que personagens mais ou menos identificáveis se encontram e uma ação ou uma situação se desenrolam, o cinema permanece irredutível à narrativa. Não há nenhuma relação necessária, certa ou natural entre cinema e narrativa. É principalmente pelo lugar que ocupa no processo de narrativização do cinema que “O Grande Roubo do Trem” (1903), costuma ser lembrado. Mas como entender o lugar do filme de Edwin Stanton Porter na história do cinema?

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