Imagem, História e Direitos Humanos

Esta é a página dedicada à disciplina COM524 – Temas em Comunicação e Cultura Contemporâneas, oferecida por Marcelo R. S. Ribeiro no semestre letivo 2021.2, no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas (às quartas-feiras, das 14h às 19h, de 09/08 a 06/12/2021), com a temática Imagem, História e Direitos Humanos.

Imagem em destaque: fotografia de plantio realizado no âmbito do processo artístico da obra Nada que é dourado permanece 1: Hilo (2020), de Denilson Baniwa. (Fotografia de Levi Fanan, em reportagem da revista Select, ano 10, nº 49, jan/fev/mar 2021, reproduzida para fins acadêmicos.)

Objetivos

Quando a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 projeta o advento de um mundo de dignidade universal, a reivindicação da “consciência da humanidade” que declara os direitos humanos se configura contra o pano de fundo vagamente definido dos “atos bárbaros” que a “ultrajaram”, como se lê no preâmbulo do documento (RIBEIRO, 2019). Se compreender os direitos humanos implica reconhecer a cena textual dupla em que se inscreve seu projeto, entre o fundo distópico das violações e a figura informe do comum, entre as formas móveis da barbárie e a promessa utópica de um mundo de dignidade, a “consciência da humanidade” que declara os direitos humanos aparece em um devir-sensível, disseminando-se como imagem (COCCIA, 2010) e inscrevendo-se em uma partilha do sensível (RANCIÈRE, 2005). Elaborar uma compreensão histórica dos direitos humanos exige situar o devir-sensível da “consciência da humanidade” na heterogeneidade da experiência colonial-moderna. Ao mesmo tempo, como a “consciência da humanidade” é, em primeiro lugar, uma consciência espectatorial, que parte da posição de espectador do mundo, o projeto cosmopolítico dos direitos humanos articula necessariamente diferentes cosmopoéticas: regimes de criação e invenção (poiesis) do mundo (cosmos) como mundo comum (polis). É com base nessa argumentação conceitual, desenvolvida em Do inimaginável (2019), e em um aprofundamento da discussão sobre os conceitos de imagem e história, que atravessam aquela argumentação e definem seus desdobramentos em pesquisas mais recentes, que proponho o eixo temático Imagem, História e Direitos Humanos para a disciplina COM524 – Temas em Comunicação e Cultura Contemporâneas, no semestre letivo 2021.2. A disciplina se situa no limiar entre o livro Do inimaginável (2019), o projeto de pesquisa Imagem e direitos humanos: consciência da humanidade, memórias de violações e projeções de dignidade no cinema e no audiovisual (RIBEIRO, 2017; RIBEIRO, 2020), que desenvolvi na UFBA entre 2017 e 2019/20, a linha de pesquisa Imagem e História, que coordeno no grupo de pesquisa Arqueologia do sensível, e o projeto de pesquisa que iniciei em 2020, O paradigma anarquívico e o arquivo colonial-moderno no cinema e no audiovisual.

A disciplina pretende retomar, em linhas gerais, o debate sobre o projeto cosmopolítico dos direitos humanos e a história de imagens que o atravessam, entendidas como parte do devir-sensível da “consciência da humanidade” e das cosmopoéticas que o constituem. Para isso, discutiremos o conceito de imagem, situando-o e deslocando-o entre os conceitos de sensível (COCCIA, 2010) e partilha do sensível (RANCIÈRE, 2005), de um lado, e uma abertura analítica a diferentes formas, aparelhos e processos imagéticos. Também discutiremos o conceito de história, tal como pode ser reconhecido e interrogado na linhagem – ou na teia disjuntiva – que, configurada – ou delirada – aqui sob o signo de uma arqueologia do sensível, liga as famosas teses de Walter Benjamin (BENJAMIN, 2012) às perspectivas contemporâneas que, reconhecendo os silenciamentos constitutivos de toda escrita da história (TROUILLOT, 2015), desdobram derivas metodológicas baseadas em procedimentos como a “fabulação crítica” (HARTMAN, 2020), para começar a pensar o que pode uma “história potencial” (AZOULAY, 2019) diante da experiência e do arquivo colonial-modernos. Como pensar a violência anarquívica constitutiva do arquivo, disseminada nos processos da história colonial-moderna e nas modalidades correspondentes de partilha do sensível, que a definem como uma experiência de destruição de mundos? Como a violência anarquívica do arquivo colonial-moderno tem sido abordada, confrontada e reparada por procedimentos múltiplos de crítica e desconstrução (o que Ariella Aïsha Azoualy denomina “desaprender o imperialismo”), assim como de rememoração e imaginação de modos diferentes de partilha do comum (nas palavras de Azoulay: “ensaios em pensamento político e práticas arquivísticas não-imperiais” [rehearsals in nonimperial political thinking and archival practice] “como um modo de estar com outros diferentemente” [as a mode of being with others differently])? Em que sentidos tais procedimentos configuram um paradigma anarquívico, isto é, um modo de saber que duplica, devolve e redistribui a violência anarquívica constitutiva do arquivo colonial-moderno, voltando-a contra ela mesma, para tornar possível interromper a destruição de mundos e abrir a possibilidade de alguma cosmopoética?

Objetivo geral

  • Interrogar as relações entre diferentes modalidades de imagens, experiências múltiplas da história e o projeto dos direitos humanos, entendido como projeto cosmopolítico.

Objetivos específicos

  • Compreender a construção dos direitos humanos, em perspectiva histórica, como projeto cosmopolítico, reconhecendo seus fundamentos sociais e culturais e discutindo suas relações com a história das imagens como um problema de cosmopoéticas.
  • Identificar, caracterizar e interrogar as principais modalidades de relação entre imagem e direitos humanos, por meio do estudo comparativo de imagens que se referem a diferentes contextos históricos de processos de violação e de reivindicação de direitos humanos, diferenciando cinco possibilidades que podem se encadear e se combinar: (1) o uso de imagens como registros testemunhais de violações para denúncias; (2) o recurso a imagens como evidências e provas em processos investigativos e jurídicos sobre violações; (3) a reunião de imagens como parte de arquivos sobre violações e lutas por direitos; (4) a mobilização de imagens para o trabalho de memória em torno de violações e lutas por direitos; (5) o papel das imagens em projeções de dignidade, na construção de noções e de representações sensíveis da vida digna.
  • Discutir as possibilidades e os limites de uma arqueologia do sensível no estudo das relações entre imagem, história e direitos humanos, com base na elaboração de articulações entre o conteúdo programático e os problemas de pesquisa de estudantes.

Conteúdo programático

1. Imagem e história: interrogar as partilhas do sensível do terror colonial-moderno

1.1. Imagem, vida sensível e partilha do sensível: rastro, arquivo, imagem, arte

1.2. História, genealogia e arqueologia: arquivo, testemunho, desaparição, sobrevivência

1.3. Necropolítica e além: as partilhas do sensível do terror colonial-moderno e suas histórias potenciais

2. Os direitos humanos como projeto cosmopolítico e o problema das cosmopoéticas

2.1. O projeto cosmopolítico dos direitos humanos: genealogia e história

2.2. Devir-sensível da consciência da humanidade e cosmopoéticas

2.3. Arquivo e direitos humanos: arquivos do mal, arquivos do comum e abertura anarquívica

3. Itinerários analíticos entre imagem, história e direitos humanos

3.1. Imagens que restam e imagens que faltam: memória, imaginação, fabulação

3.2. Da montagem anarquívica ao paradigma anarquívico: como contar histórias rasuradas, silenciadas, excluídas?

Observação: o detalhamento do cronograma será consolidado no decorrer do primeiro mês de aulas, com base em discussão com a turma.

Avaliação

A avaliação ocorrerá de forma processual, envolvendo (1) participação nas aulas síncronas (e em eventuais atividades assíncronas, conforme deliberação conjunta com a turma), (2) apresentação e realização de estudos dirigidos sobre textos selecionados previamente e (3) elaboração de artigo acadêmico de natureza teórico-analítica sobre temáticas relativas ao conteúdo programático e aos problemas de pesquisa das/os estudantes, com base em diálogo com bibliografia e referências estudadas no curso e outras referências pertinentes, para construção durante parte do semestre e entrega em data a combinar, com até 15 páginas e a adoção de normas de evento e/ou periódico científico escolhido pela/o estudante.

Observação: o detalhamento do processo de avaliação será consolidado após discussão com a turma.

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