Categoria: Entre imagens
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Catálogo: Imagens de navios negreiros
Um dos resultados da pesquisa realizada por Alexandra Helena Batista da Silva (graduanda em História-UFBA), como parte do plano de trabalho “Memórias da escravidão e resistência no cinema e em outros meios: estudo comparativo em torno de imagens dos navios negreiros”, sob minha orientação, como parte do projeto Imagem e direitos humanos, é um catálogo (não exaustivo, em…
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As configurações poéticas pelo cinema: descolonização e cosmopoética
Entre 22 e 26 de fevereiro, aconteceu o Congresso Virtual UFBA 2021, que incluiu o Ciclo de Cinema e Audiovisual da Facom (cuja programação completa pode ser vista mais abaixo). Como parte da programação, em três mesas sobre a temática As configurações poéticas pelo cinema, foram apresentadas discussões e análises relacionadas à disciplina Poéticas do Cinema…
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Notas sobre o cinema colonial no Congo Belga
Em um artigo recente intitulado “É o professor! Deixem-no passar!”: memórias e sonhos de um congolês, Serge Katz propõe uma reflexão sucinta e precisa sobre a herança múltipla e atroz do colonialismo. Leitura mais do que recomendada. Ao ler seu texto, me chamou a atenção a coincidência de sua publicação justamente nas semanas em que…
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Introdução: Humanidade e Mundanidade (Do inimaginável, 2019)
Do inimaginável é meu primeiro livro, publicado no final de 2019 pela Editora UFG. Aqui, apresento a introdução desse ensaio sobre cinema e direitos humanos, que se desdobra, nos capítulos seguintes do livro, como um estudo analítico comparado das formas de relação com o arquivo dos campos nazistas na história do cinema. Para ir além…
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Imagem e direitos humanos (2017-2019): relatório de pesquisa
O projeto Imagem e direitos humanos: consciência da humanidade, memórias de violações e projeções de dignidade no cinema e no audiovisual foi apresentado em junho de 2017 para a apreciação da Congregação da Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em seguida, uma Comissão ad-hoc de avaliação de projetos emitiu parecer favorável…
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Contra a captura proprietária do conhecimento
O mercado editorial é infernal, e um dos principais culpados é a captura proprietária dos direitos autorais, que fica evidente quando não basta a autorização de um autor ou uma autora para que se traduza um de seus textos. É surreal quando nem o próprio autor baste para autorizar algo com seu texto, uma republicação…
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De robôs com defeito e barcos imaginários
Um dos novos projetos do grupo de pesquisa e estudos Arqueologia do sensível, chamado Anarqueológicas, tem como objetivo explorar as possibilidades de diferentes plataformas de compartilhamento de textos, vídeos, áudios e produtos multimídia, por meio da internet, para divulgação científica e artística. Estamos começando as experiências nessa direção, e nesse contexto fiz, de forma um…
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Agarrando Pueblo e a dádiva da voz
Fala-se muito em dar voz ao outro, sem que se interrogue os sentidos desse gesto e da relação que ele constitui. A literatura antropológica registra amplamente a ligação entre dádiva e obrigação, entre dar presentes e obter reconhecimento e prestígio social, entre receber presentes e submeter-se à autoridade de quem os ofereceu (a ponto de…
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Cinema, alteridade, moeda falsa
A moeda falsa como paradigma Um dos gestos fundadores do cinema do “Terceiro Mundo”, que eventualmente se torna “Terceiro Cinema”, pode ser cifrado como fabricação de moeda falsa e assume múltiplos sentidos em diferentes momentos históricos e configurações estéticas. Fabricar moeda falsa é confrontar uma economia financeira e simbólica que exclui, de diversas maneiras, as…
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La Flor: do complexo de múmia à câmera escura
A quem interessar possa, eis algumas palavras sobre La Flor, de Mariano Llinás, minutos depois de concluir a primeira travessia, em ritmo irregular, das suas imagens. Tudo se passa como se, no início, estivesse o complexo de múmia, que é, além do tema de uma releitura da tradição dos filmes B (no episódio I), o…
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Pensar impacientemente a queda
Carta ao pai Nos últimos dias ou semanas, por vários motivos me lembrei de Lavoura Arcaica, daquele discurso do pai que exalta o tempo e louva a paciência, da resposta de André, o filho ingovernável, dizendo que a impaciência também tem seus direitos. Parece estar em jogo há alguns anos uma mudança na experiência do…
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Ensaio “Cosmopoéticas da neve negra” na Revista Crítica de Cinemas Africanos
Afrique sur Scène No inaugural Afrique sur Seine, de 1955, um curta de pouco mais de 21 minutos, Paulin Soumanou Vieyra, Mamadou Sarr, Jacques Mélo Kane e Robert Caristan, compondo o Groupe Africain du Cinéma do Institut d’hautes études cinématographiques (IDHEC, atual FEMIS), reivindicam o que se pode entender como um direito de olhar, ao filmar…
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Metropolis, Henschel, fantasmagoria
Me pergunto se não há mais do que uma coincidência entre a remasterização de Metropolis (1927) de Fritz Lang, com a colorização e a sonorização, inclusive a dublagem, de todo o filme, e a colorização de fotografias de pessoas escravizadas retratadas por Alberto Henschel. Talvez o estranhamento que mais facilmente sentimos diante do filme de…
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Notas sobre a neve negra
No inaugural Afrique sur Seine (África no Sena), de 1955, um curta de pouco mais de 21 minutos, Mamadou Sarr, Paulin Vieyra e outros estudantes africanos do Institut d’hautes érudes cinématographiques (IDHEC, atual FEMIS) reivindicam o direito de olhar, filmando a metrópole em que experimentam o desterro, diante da interdição estatal de filmagens nos territórios…
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Fisionomia e fisiognomonia da merda
💩 No fim das contas, o que está em jogo é nossa relação com a merda. Vejam, por exemplo, o debate sobre o emoji da merdinha e sua possível multiplicação em diversos emojis de merdinha, que expressariam emoções variáveis. Além da felicidade sorridente já disponível, devidamente reconhecida pelo consórcio Unicode, desde 2010, sob o registro 1F4A9,…
