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Notas sobre o cinema colonial no Congo Belga

Em um artigo recente intitulado “É o professor! Deixem-no passar!”: memórias e sonhos de um congolês, Serge Katz propõe uma reflexão sucinta e precisa sobre a herança múltipla e atroz do colonialismo. Leitura mais do que recomendada. Ao ler seu texto, me chamou a atenção a coincidência de sua publicação justamente nas semanas em que […]

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Retorno, captura, abertura

Este texto foi publicado originalmente no catálogo da mostra Clássicos Africanos – A primeira geração de cineastas da África do Oeste, que ocorreu de 19 de novembro a 1º de dezembro de 2019, na Caixa Cultural do Rio de Janeiro. O cinema de Paulin Soumanou Vieyra como campo de forças “Não existe obra de arte […]

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Jogos de espelhos e de ecos

Este texto foi publicado originalmente no catálogo da quarta edição da Mostra de Cinemas Africanos, que ocorreu de 10 a 17/07/2019, no CineSesc São Paulo. A imagem destacada acima é do filme Nora (2008), de Alla Kovgan e David Hinton. A força formativa e transformativa do documentário diante do mundo histórico que compartilhamos define um […]

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Notas sobre a neve negra

No inaugural Afrique sur Seine (África no Sena), de 1955, um curta de pouco mais de 21 minutos, Mamadou Sarr, Paulin Vieyra e outros estudantes africanos do Institut d’hautes érudes cinématographiques (IDHEC, atual FEMIS) reivindicam o direito de olhar, filmando a metrópole em que experimentam o desterro, diante da interdição estatal de filmagens nos territórios […]

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Pesquisa

A pesquisa como deriva

É difícil imaginar um projeto de pesquisa que não se altere no decorrer de seu desenvolvimento. No meu caso, também não é fácil imaginar um projeto que não se altere de modo significativo. Na minha trajetória, apenas no mestrado desenvolvi uma pesquisa que correspondia mais diretamente ao projeto proposto inicialmente. Ainda assim, não há dúvidas […]

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Desterro, desejo, delírio

Este texto foi publicado originalmente no catálogo da mostra Grandes Clássicos do Cinema Africano, que ocorreu de 14 a 16 de novembro de 2017, na Caixa Cultural do Rio de Janeiro. Reivindicar o cinema talvez seja reivindicar, também, algum direito ao delírio. Na história dos cinemas africanos, reivindicar o cinema é reiterar o gesto fundamental […]

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A cronologia das independências políticas e os cinemas africanos

Preparando a aula de Cinema Internacional: Cinemas Africanos em que daremos início ao estudo dos cinemas africanos, depois de duas aulas introdutórias nas quais discutimos as heranças do eurocentrismo, do colonialismo e do racismo, decidi tentar criar um mapa com informações básicas sobre as independências políticas africanas. A emergência dos cinemas africanos está associada, de […]

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Ensino

Cinema Internacional: Cinemas Africanos [2017.2]

Disciplina de graduação oferecida no segundo semestre de 2017, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. A imagem acima pertence a um dos filmes que será estudado, Sembène! (2015), de Samba Gadjigo e Jason Silverman. A ementa oficial da disciplina “Cinema Internacional” é: Estudo dos gêneros cinematográficos como uma estratégia da indústria cinematográfica hollywoodiana em […]

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Artigos

Cosmopoéticas da descolonização e do comum

Artigo publicado no dossiê Africanidades, organizado por Amaranta Cesar e Lúcia Ramos Monteiro, na Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, volume 5, número 2.

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Críticas

Soleil Ô, ou: viagem ao coração das trevas

Uma breve crítica de Soleil Ô (1967), de Med Hondo, com base no reconhecimento do motivo temático da violência e da relação com Heart of Darkness (1902), de Joseph Conrad.

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Cinemas africanos: cosmopoéticas da descolonização e do comum

Ensaio em torno de uma hipótese – a emergência histórica dos cinemas africanos e sua contemporaneidade são indissociáveis de uma reivindicação do direito de olhar, de narrar e de imaginar o mundo – e de alguns filmes: Afrique sur SeineSoleil ÔTouki BoukiLa vie sur terreTerra sonâmbula e Pumzi.

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Artigos

A cosmopoética da fragilidade: Abderrahmane Sissako, a sensibilidade cosmopolita e a imaginação do comum

Referência para citação: RIBEIRO, Marcelo Rodrigues Souza. A cosmopoética da fragilidade: Abderrahmane Sissako, a sensibilidade cosmopolita e a imaginação do comum. In: BAMBA, Mahomed; MELEIRO, Alessandra (orgs.). Filmes da África e da diáspora: objetos discursivos. Salvador: EDUFBA, 2012. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/16758. View fullsize No início de outubro de 2012, foi lançado o livro Filmes da África e da diáspora, […]

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Críticas

O cinema político africano e o direito de narrar

Bamako (2006), de Abderrahmane Sissako, faz soprar novos ares na tradição mundial do cinema político ao construir e desconstruir, ao mesmo tempo, um curioso dispositivo ficcional.

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Os cinemas africanos: pela descolonização da mente

O que Ngũgĩ wa Thiong’o chama “descolonização da mente” permanece ainda por fazer e constitui uma tarefa política – e poética – crucial de nossos tempos.